Paisagem do Projeto Itabela, sul da Bahia

MNS GRAPHITE S.A. · PROJETO ITABELA

Grafita flake na Província Grafítica Bahia - Minas

Um projeto de exploração ao lado de uma mina em produção — Itabela, sul da Bahia, Brasil.

DA ESCRITA À ELETRIFICAÇÃO

Um mineral antigo no centro da nova economia elétrica

A grafita — também chamada de grafite — é uma forma cristalina natural do carbono. Sua estrutura em camadas combina condução elétrica e térmica, resistência a altas temperaturas, lubricidade e facilidade de processamento — propriedades que explicam uma trajetória de séculos, dos primeiros instrumentos de escrita às baterias que movem veículos elétricos.

CondutoraRefratáriaLubrificanteVersátil
Microscopia eletrônica mostrando um grande flake de grafita
CCarbono em estrutura cristalina lamelar

UMA HISTÓRIA DE ADAPTAÇÃO

A mesma estrutura, aplicações cada vez mais estratégicas

  1. 01Século XVI

    Do traço à fundição

    A grafita de alta pureza de Borrowdale, na Inglaterra, passou a ser explorada para escrita e desenho, moldes de fundição e lubrificação.

  2. 021789

    Um mineral ganha nome

    Abraham Gottlob Werner adotou o nome graphite, derivado do grego graphein — escrever — distinguindo o mineral do chumbo.

  3. 03Era industrial

    Calor, atrito e eletricidade

    Refratários, siderurgia, cadinhos, eletrodos, escovas elétricas, materiais de fricção e lubrificantes ampliaram seu papel industrial.

  4. 04Década de 1990

    A era do íon de lítio

    A comercialização das baterias de íons de lítio abriu a aplicação que hoje reposiciona a grafita como material estratégico de ânodo.

  5. 052020–2025

    Escala acelerada

    A implantação global de baterias de íons de lítio cresceu mais de seis vezes, impulsionada por veículos elétricos e armazenamento de energia.

  6. 06Rumo a 2040

    Demanda e segurança de suprimento

    A eletrificação mantém forte a perspectiva de crescimento, enquanto governos e fabricantes buscam cadeias de fornecimento mais diversificadas.

POR QUE A GRAFITA IMPORTA AGORA

O ânodo transformou um mineral industrial em ativo estratégico

A grafita é o principal material ativo dos ânodos na maior parte das baterias de íons de lítio comerciais. Essas baterias usam mais grafita, em massa, do que qualquer outro material de bateria — inclusive lítio. Ao mesmo tempo, mineração, purificação e fabricação de material de ânodo permanecem altamente concentradas, elevando o valor estratégico de novas cadeias de suprimento tecnicamente qualificadas.

6×

crescimento da implantação de baterias de íons de lítio entre 2020 e 2025

≈90%

do mercado atual de baterias de íons de lítio está em veículos elétricos e armazenamento

>90%

da oferta mundial refinada é controlada pelo principal fornecedor de grafita: a China

A VISÃO DO INVESTIDOR

Encontrar grafita é o começo. Entregar um produto qualificado é o objetivo.

O valor de um depósito não depende apenas da quantidade de carbono. Tamanho e distribuição dos flakes, mineralogia, recuperação metalúrgica, pureza, impurezas, custos de processamento, infraestrutura e consistência do produto determinam quais mercados podem ser atendidos e com que margem.

  1. 01
    Minério

    Teor de Cg, mineralogia e distribuição dos flakes.

  2. 02
    Concentrado

    Recuperação metalúrgica, pureza e preservação do flake.

  3. 03
    Material de ânodo

    Esferonização, purificação, revestimento e controle de impurezas.

  4. 04
    Qualificação

    Testes de desempenho, consistência e aprovação pelo cliente.

DA TESE AO PROJETO

É nesse contexto que começa a oportunidade de Itabela

O Projeto Itabela busca verificar se ocorrências de grafita flake, alvos geofísicos e localização na Província Grafítica Bahia–Minas podem sustentar um projeto tecnicamente competitivo. Teores, continuidade, recursos e desempenho metalúrgico ainda dependem de análises, sondagem e testes — exatamente os próximos marcos de redução de risco.

Fontes de referência: IEA · Global Critical Minerals Outlook 2026; IEA · Global EV Outlook 2026; USGS · Mineral Commodity Summaries 2026; U.S. Department of Energy.

A OPORTUNIDADE

2.589,63 haDireitos minerários
3Alvarás contíguos
138Afloramentos mapeados
10Linhas de geofísica

Um projeto novo num distrito provado

Três alvarás contíguos de grafita flake no principal trend da Província Grafítica Bahia–Minas — a geologia que sustenta quase toda a produção brasileira de grafita.

01

Distrito de classe mundial

Província Grafítica Bahia–Minas: grau metamórfico ideal para flake médio a grosso — a fração de maior valor de mercado.

02

Mina em produção ao lado

Santa Cruz, da South Star, está nas proximidades do projeto: 12,3 Mt a 2,40% Cg, céu aberto em saprólito e hoje em produção.

03

Concessão mineral regular

2.589,63 hectares em três Alvarás de Pesquisa ANM contíguos, junto à BR-101, sem requerimentos pendentes.

04

Exploração direcionada

Mapeamento 1:10.000, com 138 afloramentos, e dez linhas de geofísica produziram alvos ranqueados.

05

Due diligence objetiva

Quatro meses para confirmar anomalias e obter os primeiros teores: SIG, IP, sondagem rasa e análise de Cg.

06

Veículo pronto para investir

MNS Graphite S.A., com governança de S.A., entrada por ações e acordo de acionistas.

LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA

No coração do lado baiano da província

O Projeto Itabela está junto à BR-101, na região de Porto Seguro e Eunápolis, a aproximadamente 8 km da Mina Santa Cruz.

Mapa da Província Grafítica Bahia–Minas e localização do Projeto Itabela
Província Grafítica Bahia–Minas
Mapa dos direitos minerários da MNS e da Mina Santa Cruz
Mina Santa Cruz a 8 km do Projeto Itabela

MERCADO

O ânodo da bateria é grafita — e a oferta é chinesa

+310%

Crescimento projetado da demanda por grafita natural até 2036.

85–90%

Da grafita esférica global é controlada pela China — e mais de 95% do ânodo sintético.

US$ 1.200–2.400/t

Faixa do flake grande em 2025, com prêmio de 40–80% sobre o flake fino.

Ânodos de bateria no consumo de grafita natural

28%2024
62%2036 (proj.)

No curto prazo, o flake convencional está fraco, com sobreoferta chinesa e demanda de aço em baixa. A tese é estrutural e de longo prazo, ancorada no ânodo e no prêmio de origem fora da China.

PROVÍNCIA GRAFÍTICA BAHIA–MINAS

A indústria brasileira de grafita está aqui

A Província Grafítica Bahia–Minas concentra a produção brasileira de grafita flake há décadas — e o capital voltou a entrar na região.

Nacional de Grafite

Minas Gerais

Décadas de produção contínua. Opera a mina Fazenda Califórnia, em Salto da Divisa, na ordem de 70 mil t/ano — referência mundial de grafita flake fora da China.

Santa Cruz · South Star

Bahia — em produção

Primeira mina em escala do lado baiano da província: saprólito raso, lavra a céu aberto e material “free-dig”. Está no mesmo distrito da área da MNS e é o análogo direto do Projeto Itabela.

Boa Sorte · Graphcoa (Appian)

Bahia — em desenvolvimento

Em operação desde dezembro de 2024, com capacidade inicial de 5,5 mil t/ano e expansão para 25,5 mil t/ano em estudo. A Appian anunciou mais de R$ 2 bilhões em investimentos no distrito até 2029.

Por que isso importa: o Projeto Itabela está no coração do lado baiano da província — com geologia provada, infraestrutura instalada e empreendimentos vizinhos que validam o modelo de negócio.

A GRAFITA

Amostras de afloramentos mostram presença de flakes jumbo

Microscopia eletrônica de flake de grafita em amostra do Projeto Itabela
Imagem MEV de flake de grafita
Microscopia eletrônica de amostra do Projeto Itabela
Imagem MEV de amostra do Projeto Itabela

O MINÉRIO

O valor está no tamanho do floco

Grafita flake é matéria-prima da grafita esférica e de aplicações premium. Em Itabela, flake médio a grosso é visível em mais de 50 afloramentos; teor e malha ainda precisam de confirmação laboratorial.

CategoriaMalhaAberturaPosição de valor
Jumbo+50#> 300 µmPrêmio máximo
Grande+80#180–300 µmPrêmio alto
Médio+100#150–180 µmIntermediário
Fino−100#< 150 µmBase do mercado

O QUE JÁ FOI FEITO

Dois levantamentos, um sistema direcionado

1:10.000

Mapeamento geológico

  • 138 afloramentos; 91 descritos e 58 amostrados.
  • Mais de 50 com grafita flake visível, média a grossa.
  • Controle estrutural NW–SE, com charneiras de dobras e zona de cisalhamento.
ERT

Eletrorresistividade

  • Dez linhas dipolo-dipolo em janeiro de 2026.
  • Anomalias condutivas fortes, discretas e coerentes.
  • L8 e L9 apresentam as assinaturas prioritárias para sondagem.
Perfil de eletrorresistividade da Linha 08
Perfil de eletrorresistividade — Linha 08

GEOLOGIA

Como nasce um depósito de flake no Araçuaí

  1. 1

    Fonte

    Sedimentos ricos em matéria orgânica depositados em bacias neoproterozoicas.

  2. 2

    Metamorfismo

    O alto grau do Orógeno Araçuaí recristaliza o carbono em flake: quanto maior a temperatura, maior o floco.

  3. 3

    Estrutura

    Dobras e cisalhamento NW–SE espessam e concentram horizontes grafitosos.

  4. 4

    Intemperismo

    O perfil saprolítico tropical amolece a rocha, libera o floco e permite lavra “free-dig”.

A ROCHA

É saprólito.
Isso muda a economia.

A mineralização mapeada está hospedada, em sua forma mais comum, em saprólito friável — o mesmo perfil que sustenta a mina vizinha.

  • Mineralização à superfície em material friável.
  • Cava rasa e baixa relação estéril/minério esperada.
  • Validação por trado e air-core; sondagem profunda só depois do “go”.
  • Floco liberado em matriz mole, com menor energia de cominuição a confirmar.

SELEÇÃO DE ALVOS

Onde investigar primeiro — e por quê

LinhaAssinatura ERTLeituraPrioridade
L8Mín. ~5 Ω·m; contraste >1.000×Condutor subvertical subaflorante até ~26 m.P1
L9Mín. ~27 Ω·m; condutores discretosCluster de condutores focados, núcleos a 12–18 m.P1
L5Mín. ~57 Ω·mCondutor focado no fundo do vale, base a ~12 m.P2
L4Mín. ~76 Ω·mZonas condutivas em profundidade, núcleo a ~12 m.P2

Alvo exploratório conceitual — não é um recurso. Combinando a geometria das anomalias com o teor assumido do análogo, o caso-base aproxima-se de 12,4 Mt e 300 kt de grafita contida. Não há sondagem nem análise de teor no projeto; a estimativa não constitui recurso ou reserva mineral.

DIREITOS MINERÁRIOS

2.589,63 hectares, garantidos

Três alvarás contíguos

Processos ANM 870.735/2021, 870.755/2021 e 870.756/2021. Alvarás de Pesquisa concedidos e titularidade consolidada.

Titular: MNS Graphite S.A.

Sucessora por transformação da MVR Grafite Mineral Ltda., com o mesmo CNPJ e preservação das relações jurídicas.

Logística instalada

Junto à BR-101, na região de Porto Seguro e Eunápolis, com energia e acesso pavimentado já provados pela mina vizinha.

Caminho regulatório claro

Pesquisa em curso, Relatório Final ANM em abril de 2028 e, na sequência, requerimento de lavra.

PLANO DE TRABALHO E INVESTIMENTO

Quatro etapas, definidas pelos seus marcos

Cada etapa existe para entregar um marco verificável — e é o marco cumprido que autoriza a etapa seguinte.

014 meses

Due diligence

Integração SIG; análise de Cg das 58 amostras; IP nas linhas prioritárias; sondagem rasa por air-core ou trado.

MARCOConfirmação das anomalias, qualidade da grafita, teores de Cg e decisão go/no-go.
02Janeiro/2028

Pesquisa sistemática

ERT + IP nos três alvarás; sondagem em malha; cerca de 2.000 análises químicas; caracterização mineralógica e estudos metalúrgicos.

MARCORecursos e Relatório Final de Pesquisa ANM.
03Dezembro/2028

PAE / PFS

Adensamento de sondagem, ensaios de bancada por flotação e estudos técnico-econômicos.

MARCORecurso NI 43-101, PFS, PAE e requerimento de lavra.
04Dezembro/2029

Viabilidade

Planta piloto, engenharia, estudos de mercado e projeto da mina.

MARCORelatório de viabilidade e decisão de lavra.

Estrutura de investimento por emissão primária ou aquisição de ações, em tranches vinculadas aos marcos, com decisão go/no-go do investidor a cada porta. Valores e termos em discussão, sob NDA.

PROCESSAMENTO

O valor se decide na flotação — e ela entra cedo

Em grafita, qualidade e teor definem o prêmio; a metalurgia decide se ele existe. Recuperação, malha e pureza determinam o preço de cesta.

Rota conhecida

Saprólito dispensa britagem pesada: escrubagem, moagem estagiada e flotação.

Precedente de distrito

Santa Cruz produz concentrado de 95–99% Cg, com cerca de 65% de flake grande.

O que será medido

Distribuição granulométrica, recuperação e pureza — da bancada à planta piloto.

Upside downstream

Grafita esférica e material de ânodo são opcionalidade estratégica, não incluída no caso-base.

A COMPANHIA

MNS Graphite S.A. — veículo pronto, capital alinhado

AM

Alexandre Mendonça

Gestão e desenvolvimento de negócios

Administrador de Empresas; mestre em Administração do Desenvolvimento de Negócios. Mais de 20 anos em gestão, empreendedorismo e desenvolvimento de negócios, com experiência direta na gestão operacional, comercial e financeira da mineração.

AN

Augusto Nobre Gonçalves

Mineralogia, materiais e processamento mineral

Geólogo pela USP; mestre e doutor em Engenharia de Materiais e Nanotecnologia; pós-doutorado em Mineralogia. Professor do Instituto de Geociências da UnB e consultor em mineração e processamento de minérios.

ES

Elmer Prata Salomão

Estratégia, originação técnica e mercado de capitais

Geólogo pela Escola de Minas de Ouro Preto; fundador da GEOS. Ex-Diretor-Geral do DNPM, ex-conselheiro da CPRM e participante da formação e captação da Verena Minerals e da Cerrado Gold.

DUE DILIGENCE

Simples, barata e capaz de destravar o projeto

Busca-se confirmar os primeiros teores de Cg de um sistema já mapeado e ranqueado — o teste mais barato possível de um modelo que, na vizinhança, já virou mina.

Entre em contato

Aviso importante

Nenhum recurso ou reserva é declarado. Os resultados são de exploração: mapeamento geológico de superfície e geofísica terrestre. Não há sondagem nem análise de teor de carbono grafítico no projeto até a data da apresentação, e nada foi usado para estimar recurso mineral segundo CBRR/CRIRSCO, NI 43-101 ou JORC.

Anomalia não é depósito. Sinais condutivos semelhantes podem decorrer de argila, umidade ou sulfetos. Comparações com Santa Cruz e outros projetos são analogias, não afirmações de equivalência em teor, escala ou qualidade.

Planos, prazos, orçamentos e preços estão sujeitos a riscos de exploração, técnicos, regulatórios, de mercado e de financiamento. Este site não constitui oferta de valores mobiliários nem recomendação de investimento.

Base técnica constante da apresentação: MVR Grafite Mineral (fev/2025), Phygeo (jan/2026), ANM e due diligence técnica independente (jun/2026). Revisão técnica: Elmer Prata Salomão, geólogo.